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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saco Cheio

Estava hoje a falar com um amigo que me disse uma frase que gostei bastante, e gostaria de partilhar convosco:

"Se esperas receber muito, levas um saco grande. Se levas um saco pequeno, é porque contas receber pouco".

Lembrei-me de partilhar esta frase pois acho bastante reveladora do que se está a passar com o país em geral, e com os portugueses em Particular.

Na realidade, considero isto um alerta e um conselho bastante válido. Alerta-nos para a necessidade de ter horizontes alargados e ser ambiciosos. Aconselha-nos a procurar ir mais além, em perspectivar as coisas em grande, procurando sair da unanimidade e do status quo actual.

E porque é tudo isto relevante? Acredito que para atingirmos objectivos pessoais, temos de ter uma noção de quais são esses objectivos. Aliás, para irmos a algum lado, temos de saber para onde queremos ir. E nas finanças pessoais, torna-se essencial saber onde queremos ir, para focar as nossas atenções e esforços nesses objectivos... e é quando perspectivamos esses objectivos que devemos ser ambiciosos, pois o esforço que empregarmos para os atingir irá levar-nos mais longe.

Fica a reflexão

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Orçamento Anual

No seguimento da publicação de uma ferramenta de Orçamentação Mensal, a Palaestra Formadores presenteou-nos com uma evolução, materializada num Orçamento Anual. Acreditamos que um orçamento é uma ferramenta essencial para uma correcta organização das suas finanças pessoais. Em breve (esperemos não demorar muito) iremos disponibilizar algumas dicas para a sua elaboração, apesar de aconselharmos que vá pesquisando e tentando preencher este orçamento.

Aconselhamos também a consulta dos cursos de Finanças Pessoais e Poupanças que temos disponível no nossos site. Claramente um bom investimento.

A Educação Financeira do seu Filho

E em pequeno que aprendemos os bons hábitos, como tal deve ser ainda em tenra idade que devemos ser formados para que em adulto sejamos financeiramente responsáveis.

Este post será sucinto uma vez que nos cursos práticos promovidos pela "Palaestra Formadores" cada item será abordado mais em detalhe.

Eis algumas sugestões para a educação financeira dos seus filhos/netos:

1- Abra uma conta para os seus filhos/netos: praticamente todas as instituições financeiras a operar em Portugal dispõem de contas para "os mais novos". Normalmente exigem um montante mínimo de 25 euros e não apresentam qualquer custo de manutenção. Este passo é fundamental para transmitir aos seus filhos/netos a importância de poupar, por outro lado, sendo os seus filhos novos podem beneficiar da capitalização. Já sabe quanto mais cedo melhor...

2- Compre um mealheiro de forma a incutir na criança o hábito de colocar no final do dia as moedas, que por vezes ficam no bolso do casaco, das calças ou as "celebres moedas pretas " que tanto pesam na carteira...

3- Converse com o seu filho/neto sobre as despesas. Por exemplo quando receber a conta mensal da água, explique como esse mesmo valor pode decrescer através de comportamentos individuais (por exemplo ter a torneira fechada enquanto se lava os dentes). Este procedimento ira dotar os mais pequenos de uma maior consciência para a realidade das coisas e, ainda, responsabilizar a criança a adoptar comportamentos que visem a poupança de recursos. Pode ainda alertar que nem todas as crianças do mundo podem ter agua e luz em casa...

4- Dar incentivos correctos ao seu filho para que este tenha comportamentos responsáveis em termos financeiros e que permitam economizar permanentemente. Por exemplo: Por cada euro de poupança na conta mensal da luz existira uma recompensa na mesma proporção (a colocar no mealheiro que lhe comprou)... Se optar por dar uma mesada, já iremos analisar mais em detalhe essa possibilidade, e se no final do mes a criança conseguir atingir o mínimo de poupança acordado, então ira beneficiar de 1/2€ extra por exemplo.

5- Crie critérios no momento de dar presentes. Os presentes não devem ser uma recompensa pela sua ausência; por motivos profissionais por exemplo. Se não existir disciplina, começam a existir maus hábitos e exigências...
Não aconselhamos idas ao supermercado com os seus filhos, mas se isso acontecer seja firme ao dizer não e assim evitar um carrinho cheio de presentes e doces/chocolates desnecessários...

6- Se optar por mesada, deve planear com o seu filho como esta deve ser gerida: quais as despesas que devem ser cobertas, explicar que deve existir uma percentagem (5-10%) destinada a poupança... O valor da mesada deve permitir que a estratégia planeada seja possível de ser levada a cabo, mas se o seu filho gastar mais do que devia (sem razão aparente e plausível) jamais poderá receber um reforço...Esta conivência será "risco moral", que é como quem diz premiar maus comportamentos! A questão da mesada é debatida ao detalhe nas formações, mas deixamos mais uma sugestão: o seu filho necessita compreender que a mesada não é um direito só por si; na realidade deve ter um comportamento que justifique o recebimento da mesada (por exemplo ajudar em pequenas tarefas caseiras) e que devera agradecer..."

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Determinação do Perfil de Risco

Caso queira iniciar um percurso de investimento de sucesso, terá de determinar, obrigatoriamente, o seu perfil de risco. Dizemos obrigatoriamente pois será a partir de um determinado nível de tolerância ao risco e de um horizonte temporal de investimento específico que irá estruturar uma estratégia de investimento de sucesso consistente no tempo.

A primeira questão que tem de colocar a si próprio é se se sente confortável em investir em algo cujo preço pode ter oscilações diárias, grandes ou pequenas. Muitas vezes, as pessoas, e em especial os portugueses, conhecidos como pouco avessos ao risco, tendem a recear bastante as quedas das cotações dos seus activos. É algo natural, embora seja crucial encontrar estratégias para controlar as emoções.

Caso consiga aceitar variações negativas do preço do activo no curto prazo, ciente que no longo prazo a tendência será mais positiva/favorável, pode assumir que tolera o risco. Deste modo, investimentos com maior volatilidade como acções ou obrigações, podem ser aconselháveis, embora com prudência e diversificação.

Contrariamente, se não suporta ver o seu dinheiro, que tanto lhe custou a ganhar, a desvalorizar, terá de optar por activos com menor variação diária potencial, embora deva estar consciente que os retornos esperados serão, a prazo, muito inferiores. Pela positiva, o stress associado ao investimento é reduzido, vivendo assim de forma menos preocupada.

A segunda questão prende-se com o momento em que espera vir a necessitar do dinheiro investido, altura em que irá sair do investimento, com os ganhos/perdas associada a essa decisão. Quanto mais dilatado for o horizonte temporal, maior poderá ser o risco a assumir, dado que a probabilidade de retornos positivos é maior (será?). Se necessita de liquidez num espaço de 1 ou 2 anos, então investir em acções pode ser uma escolha errada.

Uma regra simples pode ser: para prazos reduzidos opte por activos com menor volatilidade (obrigações) e para horizontes temporais mais vastos, já pode assumir maiores níveis de risco (nomeadamente adquirir acções).

Sugestão complementar: Para poder investir em acções mas ter um “pé de meia” para fazer face às necessidades do dia-a-dia, deverá ter um fundo de emergência (seis vezes as despesas mensais) investido em activos sem risco.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Princípio da Previdência/Prudência

Expomos agora o terceiro princípio fundamental do equilíbrio financeiro. previdência e prudência são duas palavras que andam de mãos dadas, sendo posturas complementares entre si.
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Em poucas palavras, todos sabemos que as nossas vidas estão permeáveis a situações inesperadas, difíceis ou mesmo impossíveis de prever. Mesmo os melhores orçamentos e previsões têm de dispor de uma margem de segurança para estas situações e para fazer face aos impactos de erros de previsão.
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Deste modo, defendemos não apenas que contemple uma margem de segurança na construção do seu orçamento familiar, mas também que crie uma conta de emergência, que represente alguns meses de rendimento (digamos, três a seis meses). Assim, caso ocorram crises ou situações que envolvam um dispêndio de dinheiro ou redução de rendimentos (quer seja desemprego, doença, avarias do carro, entre outros).
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Caso ocorram estas crises financeiras, e caso disponha de um fundo/conta de emergência, conseguirá fazer face às adversidades sem ter de incorrer em crédito, especialmente em situações onde não lho concederiam ou onde seria bastante mais caro.
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Um dos benefícios adicionais que obteria com esta postura mais prudente seria a redução da carga de stress associada à incerteza, o que já de si é algo bastante benéfico. Com esta conta, sabe que estará precavido para situações de crise, ganhando disponibilidade emocional para gozar o tempo com aquilo que mais valoriza.
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Mais uma vez, nunca é de mais recordar que o bom senso é a palavra de ordem. Recordar que devemos assumir sempre posturas mais conservadoras e prudentes, de modo a evitar surpresas.
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Leia também:
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Posturas face ao dinheiro

Estando ainda numa fase introdutória do percurso que queremos que inicie, no sentido de alcançar um confortável nível de INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA, achamos por bem apresentar algumas posturas que consideramos adequadas/aconselháveis a ser tomadas face ao dinheiro:
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  • O dinheiro tem de ser visto como algo instrumental, num plano de vida estruturado e com sentido mais profundo e de longo prazo. O dinheiro não é o fim último da vida;
  • O dinheiro não é, nem pode ser, encarado como fazendo parte da solução dos nossos problemas;
  • A solvência financeira deve ser a principal prioridade num plano financeiro. A solvência implica o controlo do dinheiro, e não o controlo pelo dinheiro;
  • Deveremos gastar apenas o rendimento de que dispomos, evitando atitudes e comportamentos irresponsáveis (de notar algumas excepções lógicas);
  • Deveremos estar conscientes e evitar as consequências de uma má utilização do dinheiro. É chegada a hora da responsabilização;
  • Estar disposto a assumir e cumprir compromissos e metas rigorosas e exigentes.
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Enfim, estes são apenas alguns exemplos de atitudes que consideramos essenciais no percurso para um destino mais confortável, digno e despreocupado. Contudo, queremos que seja consciente de que atingir os seus objectivos, quer sejam financeiros ou de outra índole, envolve uma mudança muito profunda de comportamentos e mentalidades. Torna-se fundamental identificar as raízes dos problemas e perceber como funciona o jogo do dinheiro, as suas regras e cuidados a ter para o vencer.
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Leia também:
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Nota: A realização deste post, bem como dos princípios básicos de equilíbrio financeiro teve o apoio da Cláudia Macedo, a que muito agradecemos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Princípio da Poupança

Focamos, agora, a nossa atenção no segundo princípio do equilíbrio financeiro: o Princípio da Poupança.
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Antes de mais, compete-nos fazer uma chamada de atenção. Somos, muitas vezes, confrontados com formandos e conhecidos que dizem que não conseguem poupar. Que é tudo muito difícil e que chegam ao final do mês sem qualquer montante disponível para a poupança. Embora este problema aflija muitas famílias, sabemos que os argumentos utilizados são falsos argumentos. Porquê?
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O principal motivo pelo qual as pessoas não conseguem poupar todos os meses reside no facto de a generalidades ou não tem um orçamento familiar (que falaremos em artigo posterior) ou não considera a poupança como uma prioridade. Na realidade, ao colocar a poupança em último lugar, depois de todas as despesas e pagamentos a terceiros, acabamos por colocar-nos a nós próprios em último lugar. E claro está que se nem nós próprios nos consideramos a prioridade, ninguém o irá fazer por nós.
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Assim sendo, qual a solução para a dificuldade em poupar?
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Em primeiro lugar, deveremos ser considerados sempre como uma prioridade, algo que é traduzido em colocar uma percentagem do nosso rendimento de parte, no INÍCIO DE CADA MÊS (para muitos coincide com o dia 25, dia em que recebemos o nosso salário). A operacionalização é simples. Basta criar uma conta bancária destinada para o efeito (preferencialmente sem cartões de débito e crédito associados) e ordenar uma transferência automática para essa conta, todos os meses. Neste contexto, deverá considerar que esta transferência deverá ser regular e consistente. Ou seja, terá de acontecer todos os meses, no mesmo dia, com base num montante pré-determinado e sem falhas. Parece simples, mas poucas pessoas o fazem...
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Em segundo lugar, e um processo mais moroso, terá de elaborar o orçamento familiar, de modo a determinar o montante potencial de poupança, o que permitirá uma consistência ao longo do tempo. Por exemplo, poderá determinar uma percentagem do seu rendimento de 5% ou 10%. Ou um montante fixo de 10€ ou 50€... Quanto mais melhor, mas lembre-se que a consistência é fundamental, pois irá conseguir criar uma rotina de poupança o que resultará, em última análise, numa mudança dos seus hábitos de vida. O realismo também terá de ser considerado. Não faz sentido propor-se poupar 50% do seu rendimento, quando sabe que tal será impossível. Contudo, alguma exigência é salutar, dado que a exigência é meio caminho andado para alcançar os objectivos.
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Finalmente, chegado o final do mês com alguns rendimentos extra na conta, poderá fazer uma transferência pontual desse montante para a conta de poupança, que já havia sido reforçada aquando do pagamento do seu salário.
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No que toca à poupança, o bom senso costuma ser bom conselheiro. Assim, terá de se preocupar em viver uma vida confortável mas com algumas restrições que lhe permitam criar condições de melhoria das suas condições de vida no futuro. Lembre-se que é mais fácil poupar um euro do que ganhar um euro. Isto porque a poupança depende exclusivamente de nós, enquanto o rendimento dependerá também de terceiros. E, claro está, o dinheiro poupado irá render juros no banco ou em investimentos financeiros, algo que resultará em colocar o dinheiro a trabalhar para nós (um empregado que trabalha vinte e quatro horas por dia, todos os dias do ano e com baixos custos de manutenção... o empregado perfeito!!!).

sábado, 7 de agosto de 2010

Princípios Básicos do Equilíbrio Financeiro

Neste artigo, queremos espor alguns princípios que consideramos serem fundamentais para o equilíbrio financeiro de qualquer família. claro que não procuramos reduzir o percurso financeiro em poucas palavras, pois seria algo muito redutor. Contudo, queremos alertar para algumas linhas de pensamento essenciais para o controlo do seu dinheiro, crientes de que as dificuldades financeiras (e algumas dificuldades pessoais e familiares) são resultado de desequilíbrios e descontrolos, muitas vezes infantis.
Finanças
Nesta linha, identificamos quatro princípios básicos, que acreditamos serem intemporais e cujos resultados são comprovados:
Finanças
  1. Princípio da restrição;
  2. Princípio da poupança;
  3. Princípio da previdência;
  4. Princípio da solvência.
Finanças
Dada a sua extensão e relevância, focamo-nos hoje no primeiro princípio, que consideramos ser o mais importante dos quatro. A restrição orçamental.
Finanças
O princípio da restrição, embora parecendo de fácil compreensão, não é vivido pela maioria de nós. Em poucas palavras, significa VIVER DE ACORDO COM AS NOSSAS POSSIBILIDADES. Ou seja, identificar claramente os nossos rendimentos e estruturas as despesas em função deles. Apesar de simples, a maioria das pessoas prefere inverter o processo. identifica as despesas e tenta, numa segunda fase, enquadrá-las com o seu perfil de rendimentos. Claro está que este comportamento, regra geral, induz o endividamento.
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Em teoria, todos sabemos a que diz respeito a restrição orçamental. Os recursos que dispomos são escassos, embora sejamos sempre capazes de encontrar inúmeras necessidades e destinos a a dar a esses recursos, o que se trazus em despesa. Contudo, tem existido um desalinhamento crónico e cada vez maior entre os recrusos que dispomos (rendimento disponível para consumo) e as despesas que realizamos (consumo privado).
F
Claro está que este desalinhamento terá de resultar em uma de duas coisas: (1) redução da poupança das famílias ou (2) endividamento. O resultado, contudo, é o mesmo: redução da riqueza e incremento dos gastos financeiros. Em suma, entra-se numa espiral de endividamento.
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Ao longo das formações que realizamos nunca deixamos de nos surpreender com o relaxamento da maioria dos nossos formandos. O crédito faz parte, cada vez mais, da realidade dos portugueses. Naturalmente que não defendemos que todo o crédito é mau. Contudo, o nível de endividamento que o país atingiu é cada vez mais preocupante, ganhando ainda maior relevo quando consideramos que a maioria das pessoas não compreende o seu verdadeiro significado e o real custo que irá suportar com os créditos contraídos.
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Brevemente, iremos dar algumas orientações para que possa viver de acordo com o princípio agora exposto, algo que se traduz num conceito também ele de fácil compreensão: O ORÇAMENTO FAMILIAR.